aBERTURA

SETADI

Núcleo de Uibaí

Próximo Módulo em 21 de Maio de 2011

Disciplinas: Soteriologia e Cristologia

Compromisso com o ensino da Palavra de Deus!

Pré-Congresso

De Jovens

Dia 14 (Sábado) de maio na AD de Uibaí

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DIAS DE CULTOS

1. Domingo

- Escola Bíblica Dominical - Manhã

- Culto de Departamentos - Noite

2. Terça-Feira - Culto de Doutrina

3. Quarta-Feira - Culto Familiar

4. Quinta-Feira - Culto da Vitória

5. Sexta-feira - Circulo de Oração

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Corpo de Obreiros

Credo das Igrejas Assembléias de Deus no Brasil

Cremos...

1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).

2. Na inspiração verbal da Bílbia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17).

3. Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9).

4. Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).

5. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8).

6. No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9).

7. No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12).

8. Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15).

9. No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).

10. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12).

11. Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14).

12. Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10).

13. No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).

14. E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

sábado, 27 de novembro de 2010

NOVO TESTAMENTO

INTRODUÇÃO

            O Antigo Testamento preparou o mundo para a chegada do Reino de Deus. O Novo Testamento narra como o Reino foi manifestado, propagado, explicado e como será consumado. Mas entre Malaquias e Mateus há aproximadamente quatrocentos anos de “silêncio”, durante os quais Deus permaneceu calado no que diz respeito a novas revelações, em cumprimento da profecia de Amós 8.11.

            John Phillips informa que O amplo esboço destes anos é apresentado em Daniel 11, mas grande parte do que deparamos quando passamos do Antigo para o Novo Testamento é realmente novo. Lemos sobre seitas e partidos desconhecidos nos tempos do Antigo Testamento: escribas, fariseus, saduceus e herodianos. Descobrimos que o hebraico era uma língua morta e que o aramaico e o grego eram as línguas da cultura e do comércio. Verificamos que as cidades palestinas tinham nomes gregos e que a Pérsia há muito fora substituída por Roma, que com poder domina a Terra Prometida. Lemos sobre as ‘doze tribos que andam dispersas’ (Tg 1.1), fato também conhecido por Diáspora. Constatamos que uma versão grega das Escrituras está em uso comum entre os judeus, e que a idolatria, a grande armadilha de Israel no Antigo Testamento, está completamente arraigada na nação; ficamos sabendo que um idumeu reina em Jerusalém e que um conselho judaico oficial, conhecido por sinédrio, mantém certa forma de poder religioso e político na nação. Até comprovamos que o Templo em Jerusalém não é idêntico ao que deixamos no Antigo Testamento, e que entre os judeus surgiram em toda parte sinagogas como lugar de culto. Explorando as Escrituras, p. 184.


I. Estrutura

            O Novo Testamento é formado por vinte e sete livros, que foram escritos por uns nove autores, durante um período de mais ou menos cinqüenta anos. Estes livros são aceitos por todas as Igrejas Cristãs como Escrituras Sagradas. A palavra TESTAMENTO, usada no titulo das duas divisões da Bíblia Sagrada, quer dizer acordo ou pacto. O Novo Testamento é o livro que fala do novo acordo que Deus, por meio de Jesus Cristo, fez com o seu povo. Nesse acordo Deus oferece a vida eterna à todos que crêem em Jesus.

            Os quatro primeiros livros do NT são os EVANGELHOS, trazem a manifestação do Reino, e falam a respeito de Jesus Cristo, dos seus ensinamentos, milagres e da sua morte e ascensão para os céus. Cada evangelista escreveu seu Evangelho do seu ângulo de observação. O fato de serem quatro livros, demonstram a universalidade do Evangelho.

            ATOS DOS APÓSTOLOS conta como o Evangelho foi anunciado inicialmente em Jerusalém e se PROPAGOU por todo o mundo conhecido, alcançando todas as regiões que estavam sob o domínio do Império Romano.

            As EPÍSTOLAS foram escritas para orientar as Igrejas, e aos crentes individualmente, no que concerne as doutrinas salvíficas e ao modo ideal de viver cristão. Constituem-se na EXPLANAÇÃO DO REINO, visto que procura esclarecer os mistérios da salvação e do Reino de Deus manifestado e revelado em Cristo.

            O último livro do NT, o APOCALIPSE, é bem diferente dos outros. Foi escrito numa época em que os cristãos estavam sendo perseguidos pelas autoridades romanas, e fala da vitória final de Deus e de Cristo sobre todos os poderes do mal. Fala também do novo céu, da nova terra e da cidade que desce do céu, de Deus para a terra; lá não haverá morte, nem tristeza e nem sofrimento. É a CONSUMAÇÃO do Reino de Deus regido por Jesus Cristo.


II. Importância

            A) Histórica
            O Novo Testamento explica cabalmente o fenômeno CRISTIANISMO, que irrompe como um fenômeno novo, mas com raízes no Antigo Testamento. Bem diferente dos sistemas religiosos, políticos e filosóficos que tentavam solucionar o problema do mal, o Cristianismo surge como resposta de Deus, capaz tanto de explicar o que os outros não puderam, quanto de transformar as pessoas e os sistemas falidos que elas criaram.
            B) Cultural
            O Novo Testamento tem influenciado a civilização ocidental de tal maneira que ninguém poderia ser tido por bem educado a menos que conheça o conteúdo do Novo Testamento.

            C) Teológica
            O Novo Testamento narra, de forma divinamente inspirada, a missão remidora do Senhor Jesus neste mundo, e fornece o padrão de crenças e de práticas da Igreja.

            D) Devocional
            O Espírito Santo utiliza-se do Novo Testamento a fim de conduzir pessoas a um vivo e crescente relacionamento com Deus, através de seu Filho, Jesus Cristo.


III. O EVANGELHO DE MATEUS


Autor: MATEUS                           Data: 60 d.C.
Tema: Jesus, o Messias e Rei.

            O Evangelho de Mateus é uma espécie de Introdução ao Novo Testamento e a Cristo, o Filho do Deus vivo. Traz a biografia de Jesus, descrevendo-o como o Messias e salvador do mundo, prometido por Deus aos patriarcas de Israel, enfatizando que Jesus é o cumprimento de todas as promessas davídicas e abraâmicas (1.23; 2.5-6; 2.17,18; 2.23). Explica que os motivos pelos quais Israel rejeitou a Jesus foi por Ele ter vindo em humildade como Messias e não como um notável guerreiro político. Não obstante a rejeição da parte de Israel, Mateus declara que Jesus será futuramente aceito e recebido pelos judeus, quando vier em glória, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, para reinar e reger as nações com vara de ferro.

            O ponto áureo do Evangelho de Mateus são os cinco grandes sermões de Jesus:  1) o Sermão do Monte; 2) Instruções dadas aos Doze Apóstolos, 3) Segredos do Reino dos Céus, 4) Ensinamentos a respeito da Igreja, 5) Ensinamentos sobre o Fim do Mundo.

            O livro foi escrito para os judeus. Mas, Mateus deixa crer que visava a Igreja como um todo, haja vista seu empenho em revelar o escopo universal do Evangelho (2.1-12; 8.11,12; 13.38; 21.43; 28.18-20. No geral, Mateus objetivou prover um relato da vida de Jesus, por uma testemunha ocular. Em relação aos Judeus, Mateus quis convencê-los de que Jesus é o Messias e Rei de Israel, demonstrando essas verdades através da origem abraâmica e davídica de Jesus e confrontando sua vida com as previsões proféticas a seu respeito. Convencer seus leitores de que o Reino de Deus se manifestou em Jesus de maneira incomparável.


IV. O EVANGELHO DE MARCOS


Autor: MARCOS                                Data: 55 - 65
Tema: Jesus, o Filho-Servo.

            Marcos é o Evangelho da Ação e o mais conciso dos Evangelhos. Foi escrito em Roma para os crentes romanos. Nele, além de Filho de Deus e Messias, Jesus é o Servo Sofredor. Como Filho de Deus e Messias sua grandeza e poder são demonstrados pelos grandes milagres que realizou: as forças da natureza e as forças espirituais estão sob sua autoridade; por isso Ele podia curar os enfermos (1.29-31; 2.1-12; 3.1-12), expulsar os demônios (1.21-26; 5.1-13; 9.14-27), multiplicar pães (6.30-44), apaziguar a tempestade (4.35-41). O clímax do livro de Marcos é a transfiguração (9.1-10). Onde a identidade e a missão de Jesus são reveladas.

            Na década de 60-70 os crentes de Roma foram cruelmente perseguidos, torturados e assassinados pelo imperador Nero. Numa antevisão profética, Marcos escreveu seu evangelho para fortalecer a fé dos crentes romanos e inspirá-los a sofrer fielmente pelo Evangelho, tendo na vida, sofrimento, morte e ressurreição de Jesus um modelo digno de ser imitado.

V. O EVANGELHO DE LUCAS


Autor: LUCAS                                  Data: 60-63 d.C.
Tema: Jesus, o Salvador Divino-Humano.

            Lucas é o Evangelho da certeza histórica. Seu conteúdo descreve Cristo como o Homem Perfeito, e demonstra isto narrando a vida de Jesus desde a anunciação do seu nascimento até sua ascensão, uma trajetória isenta de falhas, que descreve uma vida perfeita. Essa perfeição advém do fato de ser Jesus também Deus. A profunda sabedoria de Jesus, sua habilidade no trato dos problemas mais complexos e seus grandes milagres, comprovam sua divindade. Em Lucas Jesus é o Messias prometido por Deus ao povo de Israel, mas é também o Salvador de toda humanidade, por isso sua genealogia recua até Adão, “o Filho de Deus” (3.23-38). Dessas verdades Lucas estava absolutamente certo. Suas convicções são resultados de pesquisa criteriosa e rigorosa, suas declarações verdadeiramente históricas. Este Evangelho começa no templo em Jerusalém, onde o anjo de Deus anuncia ao sacerdote Zacarias que ele e Isabel, sua mulher, vão ter um filho (1.5-22); e termina também no templo, onde os seguidores de Jesus passam o tempo louvando a Deus.

            O Evangelho de Lucas foi endereçado à Teófilo (amante de Deus), um grego notável, embora desconhecido, para dar-lhe a certeza histórica do que já estava inteirado. Os gregos buscavam a perfeição do homem pela Cultura e pela Filosofia. Como fracassaram, depositaram sua esperança na vinda de um Homem divino. Lucas, procura convencê-los de que Jesus é este Homem, e que, a salvação que Ele consumou é oferecida à todos, tanto judeus, quanto gregos. Demais disto, objetivou um relato completo e confiável do Evangelho para os crentes gentios.


VI. O EVANGELHO DE JOÃO


Autor: JOÃO                         Data: 80-95 d.C.
Tema: Jesus, o Filho de Deus.

            O Evangelho de João se distingue dos demais por seu conteúdo profundamente teológico. Mesmo os aspectos históricos enfatizam o aspecto doutrinário. João apresenta Jesus Cristo como o Verbo preexistente de Deus, encarnado e revelador das virtudes mais elevadas da Divindade. Jesus Cristo é o Verbo Divino criador de todas as coisas. Veio como homem para perdoar a humanidade crente e redimi-la de seus pecados;  ensinar-lhe a verdadeira religião e o sentido da vida impecável e eterna. Morreu para nos assegurar a vida eterna pela ressurreição, sua ressurreição gloriosa garante o cumprimento dessa promessa. João faz uma solene advertência aos incrédulos, com o fato de que Jesus julgará, futuramente, todos os que desobedecem ao Evangelho. Adverte também que os crentes passarão por aflições no mundo, mas registra a promessa do Espírito Santo como Guia e Consolador dos crentes.

            João escreveu seu Evangelho para a Igreja, para lhes assegurar a certeza de que Jesus Cristo é Deus; que Ele ama mesmo aos mais vis pecadores, apesar de aborrecer seus pecados, a prova disso foi sua humanização e morte na cruz; que Ele deseja que tenhamos Vida Eterna mediante a fé, para isso foi que registrou a grandiosa Obra do Senhor (20.310.


VII. O LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS

Autor: LUCAS                                  Data: 63 d.C.
Tema: A Propagação do Evangelho pelo Poder do Espírito Santo.

            Lucas endereçou seu segundo livro à Teófilo, para confirmação histórica da Obra de Jesus Cristo e seus resultados. Atos é um relato completo dos primórdios do cristianismo, que começou na terra dos Judeus, chegou até Roma, e tornou-se religião mundial, pois Jesus Cristo é o Salvador e Senhor de todos. Paulo, Pedro, Filipe, Estêvão e Tiago recebem destaque. Pedro por dirigir o trabalho em Jerusalém e Samaria; Paulo, por seu empreendimento missionário que resultou na implantação de várias igrejas entre os gentios; Filipe, por seu trabalho evangelístico em Samaria; Estêvão, por ter sido o primeiro mártir do cristianismo; Tiago, por sua liderança na Assembléia de Jerusalém. Mas o papel principal é do Espírito Santo, pois é Ele quem guia e fortalece os seguidores de Cristo nos trabalhos da Igreja e na proclamação do Evangelho. Por isso alguns eruditos chamam Atos de “Evangelho do Espírito Santo” ou, ainda, “Atos do Espírito Santo”.

            Ao narrar os primórdios da Igreja, Lucas destaca dois objetivos centrais. O primeiro foi demonstrar que as oposições e as perseguições não impediram o avanço triunfal do Evangelho, que traspassou as fronteiras do judaísmo para o mundo gentio. O segundo foi revelar a missão do Espírito, conforme Jesus tinha previsto, de capacitar a Igreja e aos crentes individualmente para o viver agradável a Deus e à proclamação do Evangelho.


VIII. CARTA DE PAULO AOS ROMANOS


Autor: PAULO                      Data: 52 d.C.
Tema: A Revelação da Justiça de Deus.

            Romanos é a Epístola mais longa. Nela Paulo expõe as verdades fundamentais do Evangelho; declara a universalidade do pecado e da impossibilidade de o homem livrar-se dele sozinho; ensina acerca da providência divina através de Cristo, da justificação mediante a fé, do caráter dadivoso do Evangelho, da filiação mediante Cristo, da infalível esperança de absolvição do juízo divino. Na primeira parte, Paulo mostra que todos, judeus e não-judeus, precisam de Deus, pois todos pecaram. Depois, Paulo mostra como Deus, com seu grande amor, salva as pessoas que crêem em Jesus Cristo. Na segunda parte Paulo regulamenta o viver social dos cristãos e ensina sobre os deveres para com as autoridades.  Esta carta revela que o Evangelho não reforma o homem, mas o transforma em criação nova, sendo esta a condição para o viver em retidão e amor, conforme a vontade de Deus Pai. Romanos é um verdadeiro tratado teológico. A carta termina com uma série de saudações pessoais e uma oração de louvor a Deus.

            Paulo desejou esclarecer aos romanos que o Evangelho que há vinte cinco anos vinha pregando era o mesmo e fundamentava-se nas verdades anunciados no Antigo Testamento. Quis, também remover a sentimento de exclusivismo do Judeus e banir o orgulho dos gentios, quanto à salvação de Deus, pois todos pecaram (judeus e gentios), e a salvação é para todos. Com isso Paulo preparava o caminho para o trabalho que planejava realizar em Roma.


IX. 1a. CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS

Autor: PAULO                                  Data: 55-56 d.C.
Tema: Problemas da Igreja e suas Soluções.

            “Esta epístola trata dos problemas que uma igreja experimenta quando seus membros continuam ‘carnais’ (3.1-3) e não se separam dos incrédulos a seu redor (2 Co 6.17). São problemas tipo espírito de divisão (1.10-13; 11.17-22), tolerância de pecado tipo incesto (5.1-13), imoralidade sexual em geral (6.12-20), ação judicial entre os cristãos (6.1-11), idéias humanistas a respeito da verdade apostólica (15), conflitos a respeito da liberdade cristã (8;10). Paulo também instrui os coríntios a respeito do celibato e do casamento (7), o culto público, inclusive a Ceia do Senhor (cap 11 a 14) e a oferta para os santos de Jerusalém (16.1-4)” (B.E.P.). Inclui ainda instruções sobre os dons espirituais, ressurreição e a natureza do ministério cristão.

            Os objetivos principais desta carta foram, primeiro, ensinar a respeito dos problemas existentes na Igreja de Corinto; segundo, responder, doutrinariamente, a respeito dos questionamentos feitos por eles a Paulo. Em síntese, Paulo visava corrigi-los para um viver, puro e santo, segundo a verdade do Evangelho.


X. 2a. CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS

Autor: PAULO                                  Data: 55-56 d.C.
Tema: Glória Através do Sofrimento.
            Esta carta é muito rica em temas e o mais assistemático dos escritos de Paulo. Seu conteúdo reflete o estado de espírito de Paulo, semelhante a um rio que ora está tranqüilo, ora está agitado, ora desemboca numa grande catarata, sem perder sua majestade. Paulo faz uma análise retrospectiva do seu ministério (1.1 a 2.13), agradece a Deus a reação positiva à primeira carta; defende a pureza do seus motivos; esclarece que seus sofrimentos tornaram-no apto para consolar quem for necessário. Defende a dignidade e eficiência do seu ministério (2.14 a 7.1-16). Ensina a maneira correta de ofertar e seus resultados (caps 8 e 9). Defende seu apostolado, contrastando-o com os falsos apóstolos (caps. 10 a 13). O poder da Graça de Jesus Cristo para confortar os crentes  nas  adversidades da vida é o perfume de toda a carta.

            A igreja em Corinto estava rejeitando o apostolado de Paulo, influenciada por falsos mestres. Talvez o argumento fosse o fato de Paulo não ter pertencido ao colégio dos doze apóstolos. Os graves problemas existentes na Igreja provam que eram falsos mestres. Paulo tinha quatro motivos em mente ao escrever essa carta. Primeiro, era consolar os membros que se arrependeram pela exortação da primeira carta; segundo, visava admoestar a minoria que permanecia rebelde; terceiro, confrontar os falsos mestres e desmascará-los; quarto, embora bastante constrangido, defender a integridade e legitimidade do seu apostolado.


XI. CARTA DE PAULO AOS GÁLATAS


Autor: PAULO                                  Data: cerca de 49 d.C.
Tema: Salvação Pela Graça Mediante a Fé.

            Nos capítulos um e dois Paulo defende sua autoridade apostólica e repreende os Gálatas por tão facilmente se terem deixado enganar por falsos mestres. Nos capítulos três e quatro, descreve a doutrina da liberdade cristã, demonstrando que a justificação mediante a fé em Cristo nos desobriga dos ritos da Lei. Nos capítulos cinco e seis, exorta os Gálatas a permanecerem na liberdade da Graça. Adverte, porém, quanto ao perigo dos frutos da carne e declara que o fruto do Espírito é Obra da Graça mediante a fé no que Jesus Cristo realizou na Cruz, e não mediante a guarda da Lei.

Paulo escreveu essa carta para restaurar os Gálatas que haviam caído da graça; e para refutar os erros que os falsos mestres estavam ensinando àquela Igreja (Que a obediência a Lei é indispensável à salvação e que o crente é aperfeiçoado guardando a Lei). Terceiro, para opor-se à influência dos falsos mestres que procuravam destruir sua autoridade apostólica.


XII. CARTA DE PAULO AOS EFÉSIOS


Autor: PAULO                                  Data: cerca de 62 d.C.
Tema: Cristo e Sua Igreja

            Efésios é chamada a Epístola dos Três Fundamentos e pode ser dividida em duas seções, uma doutrinária e outra prática. Na primeira seção (caps 1 a 3), Paulo trata:
            a) Da Tríplice Fonte da Nossa Salvação (Predestinação baseada na presciência, Redenção do Filho e Selo do Espírito Santo);
            b) da Tríplice Manifestação do Poder de Deus (em relação a Cristo, em relação ao indivíduo e em relação à humanidade);
            c) da Declaração Tríplice a Respeito de Paulo (seu ministério, sua oração e seu louvor).

            A seção prática (caps. 4 a 6), trata:
            a) De uma Exortação Tríplice à Igreja (exortação à união, à uma vida nova e à um comportamento novo);
            b) de uma Exortação Tríplice à Família (Cônjuges, filhos e pais, e escravos e senhores);
            c) de uma Expressão Tríplice  da Vida Espiritual (Poder, Oração e Paz).

            Dois perigos ameaçavam a Igreja em Éfeso: a tentação de descer ao nível pagão; e a falta de união entre o judeu e o gentio. Para enfrentar o primeiro perigo, Paulo contrasta a santidade da vocação cristã deles com a sua condição anterior pecaminosa e pagã. Para guardar-se contra o segundo perigo, Paulo apresento o Senhor Jesus fazendo a paz entre o judeu e o gentio pelo sangue da cruz, e dos dois criando um novo corpo.


XIII. CARTA DE PAULO AOS FILIPENSES


Autor: PAULO                                  Data: cerca de 62-63 d.C.
Tema: Alegria de Viver por Cristo.

            Filipenses pode ser chamada a Epístola do Regozijo. Não se vê queixas de Paulo, nem severas repreensões. Reflete a gratidão de Paulo pela oferta enviada por Epafrodito, fato que demonstrava o reconhecimento do seu apostolado por parte daquela Igreja. No capítulo um, Paulo descreve sua situação e seu trabalho em Roma. Regozija-se por sua prisão ter contribuído para o progresso do Evangelho. No capítulo dois sita Timóteo e Epafrodito que, inspirados em Cristo, são exemplos de abnegação. No capítulo três, admoesta suavemente contra o erro do legalismo e sobre a necessidade da unidade doutrinária. O capítulo quatro contém uma exortação à santidade, condição para nunca perderem o regozijo da redenção.

            Paulo escreveu esta carta certamente para agradecer a oferta que lhe enviaram e informar-lhes que Epafrodito cumprira fielmente sua missão. Objetivou também transmitir a congregação a certeza do triunfo do propósito de Deus na sua prisão, estimulando-os a buscarem ardentemente o conhecimento do Senhor e da grandeza do seu poder.


XIV. CARTA DE PAULO AOS COLOSSENSES


Autor: PAULO                                  Data: cerca de 62 d.C.
Tema: A Supremacia de Cristo.

            Havia em Colosso um grupo que disseminava uma mistura de judaísmo com filosofia pagã, alegando possuir uma sabedoria superior a revelada nas Escrituras, que somente uns privilegiados possuíam; mutilava a grandeza de Cristo e desacreditava as Escrituras. Por isso o conteúdo de Colossenses ser essencialmente cristológico. Aqui o verdadeiro caráter e glória de Cristo são enfatizados por Paulo. “Ele é a imagem do Deus invisível (1.15), a plenitude da deidade em forma corpórea (2.9), o criador de todas as coisas (1.16,17), o cabeça da igreja (1.18) e a fonte toda-suficiente da nossa salvação (1.14,20-22)” (Bíblia E. Pentecostal).

            Paulo escreveu essa epístola para combater os falsos ensinos que estavam suplantando a centralidade e supremacia de Jesus Cristo na criação, na revelação, na redenção e na igreja; e para evidenciar a verdadeira natureza da nova vida em Cristo e suas exigências para o crente.


XV. 1a. CARTA DE PAULO AOS TESSALONICENSES

Autor: PAULO                                  Data: cerca de 51 d.C.
Tema: A Volta de Cristo.

            O assunto central dessa carta é a volta de Jesus, que deve despertar nos crentes uma esperança quíntupla. Paulo começa elogiando os tessalonicenses pelo zelo e perseverante fé no meio das adversidades; responde às críticas que foram feitas contra ele, defende a pureza dos seus motivos e a sinceridade do seu afeto pelo rebanho. Destaca a importância da santidade e da atuação do Espírito Santo e do cuidado para não extingui-lo. Doutrina a respeito da vinda de Cristo para levar seu povo para o lugar de glória prometido, com esclarecimento quanto aos que dormem no Senhor e, finalmente exorta os vivos a estarem prontos para o encontro com o Senhor.

            Paulo visava consolar os crentes durante a perseguição, confortá-los e animá-los acerca dos que já tinham morrido guardando a fé cristã, visto que os tessalonicenses temiam que aqueles que morriam perderiam o prazer de serem testemunhas da vinda do Senhor. Objetivou também, expressar sua alegria pela fidelidade e perseverança dos tessalonicenses em meio as perseguições.
XVI. 2a. CARTA DE PAULO AOS TESSALONICENSES

Autor: PAULO                                  Data: cerca de 51 d.C.
Tema: A Volta de Cristo.

            Esta carta centraliza seu conteúdo na volta de Cristo. Inicialmente Paulo cumprimenta os tessalonicenses e renova o elogio pela fidelidade deles, esclarecendo-lhes que o sofrer por Cristo é motivo de glória (cap. 1). Em seguida, Paulo declara que antes da vinda do Senhor ocorrerá uma grande apostasia e rebelião; que Deus removerá a restrição determinada por Deus para resistir 1a injustiça; que o “homem do pecado” será revelado (cap. 2); finalmente, Paulo exorta os crentes a serem diligentes e disciplinados no viver (cap. 3).

            Os objetivos dessa carta são semelhantes aos da primeira. 1) Consolar os crentes durante um novo surto de perseguições; 2) Corrigir a falsa doutrina de que o dia do Senhor já havia acontecido; 3) Censurar  os crentes  que se comportavam desordenadamente.


XVII. 1a. CARTA DE PAULO A TIMÓTEO

Autor: PAULO                                  Data: cerca de 65 d.C.
Tema: A Sã Doutrina e a Piedade.

            Essa carta reflete o cuidado de Paulo pela Igreja e por seus auxiliares. No capítulo primeiro Paulo fala da sã doutrina, em oposição as idéias falsas do agnosticismo (doutrina filosófica do conhecimento especial que, para justificar seu sistema de salvação, apresentava uma genealogia infinda de seres angélicos, na descida do Puro ao impuro homem) e do Legalismo. O segundo capítulo trata da oração pública, quando, como e porquê se deve orar. Os capítulos três e parte do quatro, tratam das qualificações para o ministério e como se deve evitar as doutrinas falsas. Partes do capítulo quatro, o capítulo cinco e seis, trazem instruções sobre o exercício do ministério pastoral e as últimas exortações de Paulo.

            Três objetivos podem ser assinalados nessa carta. 1) Instruir a Timóteo quanto ao exercício do seu ministério; 2) Exortá-lo a defender a pureza do Evangelho e seus santos padrões; 3) Instruí-lo acerca dos vários problemas existentes em Éfeso.
           

XVIII. 2a. CARTA DE PAULO A TIMÓTEO

Autor: PAULO                                  Data: cerca de 67 d.C.
Tema: Perseverança Inabalável na Fé.

            No capítulo 1, Paulo dá a Timóteo a certeza do seu incessante amor e orações, e exorta-o a ser fiel ao evangelho, a guardar com diligência a verdade e a seguir o seu exemplo. No capítulo 2, Paulo ensina que a Verdade divina deve ser transmitida a homens fiéis e que sejam aptos para retransmiti-las em forma de ensino; admoesta a sofrer as aflições como bom soldado; a servir a Deus diligentemente; a separar-se dos infiéis; a manter-se puro e a trabalhar com paciência. No capítulo 3, Paulo antevê o aumento da apostasia e exorta Timóteo a ser sempre leal às Escrituras. No fim da carta, Paulo exorta Timóteo a pregar o Evangelho, cumprindo todos os deveres do seu ministério e prevê sua morte.

            Paulo sabia que Timóteo era tímido, e, antevendo a sombria perseguição que se aproximava contra a Igreja, e o trabalho danoso dos falsos mestres dentro dela, desejou sua presença em Roma a fim de admoestá-lo contra os falsos mestres; animá-lo em seus deveres; fortalecê-lo contra as perseguições vindouras; e animá-lo a perseverar no cumprimento fiel do seu ministério.


XIX. CARTA DE PAULO A TITO


Autor: PAULO                                  Data: cerca de 65/66 d.C.
Tema: A Sã Doutrina e as Boas Obras.
            Esta pequena epístola resume toda a doutrina cristã. Sua grande quantidade de instruções reúne doutrina, moral e disciplina. No capítulo primeiro, Paulo traz sua saudação costumeira; instrui Tito quanto a organização e doutrinamento da Igreja no que respeita ao seu funcionamento e às qualificações dos seus oficiais em contraste com as más qualidades dos falsos mestres. Os capítulos dois e três tratam da conduta da Igreja, tanto nas relações mútuas dos crentes, quanto de suas relações com o mundo exterior, trazendo a tona os assuntos que devem ser evitados e as pessoas que devem ser evitadas.

            Paulo deixou Creta sem ter concluído a organização da Igreja que lá estava. Sabedor do caráter indigno e imoral dos cretenses e da existência de falsos mestres que, certamente, trariam danos espirituais à Igreja, escreveu à Tito para que ele concluísse sua obra, pondo em ordem o governo, estabelecendo presbíteros segundo o padrão já biblicamente consagrado; para ajudar as igrejas a crescerem na fé, no conhecimento da verdade; e para silenciar os falsos mestres.


XX. CARTA DE PAULO A FILEMOM


Autor: PAULO                                  Data: cerca de 62 d.C.
Tema: Reconciliação com Base no Amor.

            Esta carta é um verdadeiro tratado de reconciliação. Filemom era um abastado cidadão de Colossos e membro da Igreja. Um dos seus escravos, chamado Onésimo, tinha fugido e chegado a Roma, aparentemente com dinheiro do seu senhor. Ali, mediante o trabalho evangelístico de Paulo foi convertido, e ganhou a afeição do Apóstolo pelo seu grato e dedicado serviço. Mas ele era o escravo de Filemom, e Paulo não quis retê-lo no seu serviço, pois não lhe era lícito reter um escravo nem aceitar o seu serviço  sem o consentimento do seu senhor.

            Paulo Queria salvar o escravo fugitivo do severo e cruel castigo que, pela lei romana, merecia; queria conciliar Filemom sem humilhar Onésimo; queria recomendar o culpado sem desculpar a sua ofensa. Como fazer isso? - Eis o problema do velho Apóstolo.

            Paulo, então, acha que o escravo não deve ir sozinho ao encontro do seu senhor ofendido, por isso envia Tíquico como mediador; escreve essa carta pessoal e envia-a à Filemom através de Onésimo. Com base no amor cristão, Paulo roga a Filemom que receba Onésimo e ponha à sua conta a dívida do escravo, e recomenda-o à toda a Igreja.


XXI. CARTA AOS HEBREUS


Autor: Desconhecido             Data: cerca de 67-69 d.C.
Tema: Um Melhor Concerto.

            Hebreus é uma carta anônima. Sua autoria tem sido debatida desde os dias pós-apostólicos. A linguagem parecida com a de Paulo e a referência pessoal a Timóteo em 13.23, leva a pensar que sua autoria é de Paulo. A carta foi escrita antes da destruição de Jerusalém, visto que o templo ainda estava de pé quando foi escrita (10.11), e fala com autoridade divina.

            Seus propósitos são: 1) confirmar os cristãos judeus, mostrando que o Judaísmo do A.T. tinha acabado através do cumprimento por Cristo de todo o propósito da Lei; 2) advertir aos que tinham se identificado como cristãos e tinham voltado ao judaísmo e vacilavam na verdadeira fé Cristã; 3) chamar a atenção dos cristãos de toda parte para a proeminência de Jesus Cristo.

            A palavra chave é SUPERIOR (1.4; 6.9; 7.7,19,22; 8.6; 9.23; 10.34; 11.16,35,40; 12.24). Seu conteúdo são os contrastes entre as coisas boas do Judaísmo e as coisas melhores de Cristo. Cristo é melhor do que os anjos, do que Moisés, do que Josué, do que Arão; e sua Nova Aliança (8.7-13) é melhor do que a Aliança Mosaica. De maneira mais completa do que qualquer outra obra do Novo Testamento, Hebreus revela o atual ministério sumo-sacerdotal do Homem na Glória, o Senhor Jesus Cristo.

XXII. TIAGO


Autor: Tiago                           Data:  45-49 d.C.
Tema: A Fé Manifesta-se pelas Obras.

            O Tema central de Tiago é a Verdadeira Religião no elevado sentido de serviço praticado em benefício dos outros como resultado e prova de fé. Seus comentários sobre a justificação (2.14-26) não contradizem os ensinamentos de Paulo sobre esta doutrina,  mas  complementam-na do ponto de vista prático. Enquanto que Paulo enfatiza a fé como pré-requisito para a justificação,  Tiago enfatiza o cristianismo prático que a verdadeira fé produz.

Tiago se inspirou no Sermão do Monte, proferido por seu irmão divino (o Senhor), para deixar grandiosas lições de Moral..


XXIII. 1a. EPÍSTOLA DE PEDRO

Autor: Pedro                          Data:  cerca de 60-63 d.C.
Tema: Sofrimento por Amor a Cristo.

            Esta Epístola ilustra como Pedro cumpriu a missão que lhe fora dada pelo Senhor, de fortalecer seus irmãos na fé (Lc 22.32). Num estilo simples, porém vigoroso, Pedro discorre sobre o privilégio de sofrer por causa da salvação, mesmo em meio as mais cruentas perseguições (1.1-12); exorta os crentes para viverem sobriamente, separados da iniqüidade do mundo, firmados no único fundamento (Jesus Cristo), buscando avidamente o crescimento nEle.

Pedro escreveu esta Carta a fim de confirmar seu rebanho na consoladora esperança da vinda do Espírito. Enraizando-se nas paixões de Cristo, cumpria-lhes absterem-se das paixões da carne. Seus sofrimentos por amor à justiça  se transformariam numa gloriosa  bênção.

            O cuidado de Pedro, nesta Epístola, era evitar que os crentes perturbassem o governo, e seguissem o exemplo de Jesus no sofrimento, sendo inocente, mas portando-se com retidão e dignidade. Com isto Pedro esperava consolá-los e encorajá-los para o que estava para vir.


XXIV. 2a. EPÍSTOLA DE PEDRO

Autor: Pedro                          Data:  cerca de 66-68 d.C.
Tema: Sofrimento por Amor a Cristo.

            Nesta epístola Pedro instrui os crentes a tomarem posse da vida e da piedade, mediante o verdadeiro conhecimento de Cristo. No primeiro capítulo destaca a importância do crescimento cristão. Tendo começado pela fé, o crente deve buscar diligentemente a excelência moral, o conhecimento, a temperança, a perseverança, a piedade, o amor fraternal e o altruísmo, que levam à fé madura e ao verdadeiro conhecimento do Senhor Jesus.

            Nos capítulos seguintes, Pedro adverte os crentes contra os falsos mestres que tentarão substituir a divina Palavra pelas palavras dos homens. Os ensinos falsos dos gnósticos estavam infectando a Igreja e poderia levá-la a uma atitude licenciosa. A compreensão da sabedoria de Deus é que poderia refutar tais erros. Pedro Encerra sua carta certo de que a vinda de Cristo é uma realidade futura que tanto destruirá o mundo, como trará novos céus e nova terra.


XXV. 1a. EPÍSTOLA DE JOÃO

Autor: João                            Data:  cerca de 85-95 d.C.
Tema: Verdade e Justiça.

            Nesta epístola João entrelaça fé e conduta como resultados da vida nova em Cristo, a fim de estabelecer a distinção entre os verdadeiros cristãos e os que se desviaram do ensino apostólico sobre Cristo e a vida de retidão, aos quais João chama de “anticristos”. Aqui, João expõe as características da verdadeira comunhão com Deus (1.3 a 2.2) e revela os cinco sinais identificadores daqueles que pertencem a Deus: 1) a crença na verdade apostólica a respeito de Cristo (1.1-3; 2.21-23; 4.2,3,15; 5.1,5,10,20); 2) obediência plena aos mandamentos de Cristo (2.3-11; 5.3,4); 3) vida separada do pecado, para comunhão com Deus (1.6-9; 2.3-6,15-17; 3.1-10; 5.2,3); 4) o amor a Deus e aos irmãos na fé (2.9-11, 3.10,11,14,16-18; 4.7-12,18-21); e 5) o testemunho do Espírito Santo no crente (2.20,27; 4.13).

            Os objetivos dessa epístola foram promover a comunhão dos crentes com o Pai e o Filho, e uns com os outros; estimular o gozo pleno dessa certeza em Cristo; exortar para que não pequem; e levá-los a reconhecer o verdadeiro fundamento da vida eterna (5.13).


XXVI. 2a. EPÍSTOLA DE JOÃO

Autor: João                            Data:  cerca de 85-95 d.C.
Tema: Andando na Verdade.

            “Esta epístola realça uma advertência que também se acha em 1 João, sobre o perigo de falsos mestres que negam a encarnação de Jesus e que se afastam da mensagem do evangelho (vv. 7,8). João se alegra por ver que ‘a senhora eleita’ e seus filhos ‘andam na verdade’ (v. 4). O verdadeiro amor cristão deve ser obediente aos mandamentos de Cristo e ser mútuo entre os irmãos (vv. 5,6). O amor cristão deve também incluir o discernimento entre a verdade e o erro, e também não dar apoio aos falsos mestres (vv. 7-9). Receber amavelmente os falsos mestres é participar dos seus erros (vv. 10,11). A carta é breve, pois João planeja uma visita para breve, e assim falar-lhe ‘de boca a boca’ (v.12) (B.E.P.). Com todas estas instruções, João advertia amavelmente uma senhora cristã, de destaque na igreja por sua hospitalidade, a não hospedar falsos mestres.


XXVII. 3a. EPÍSTOLA DE JOÃO

Autor: João                            Data:  cerca de 85-95 d.C.
Tema: Procedendo com Fidelidade.

            Esta carta é um elogio a um fiel cooperador do Evangelho, Gaio. Parece que João havia enviado alguns missionários itinerantes àquela igreja. Diótrefes, por ciúme ou outro motivo pessoal, recusou-se recebê-los, e ainda excluía aos que recebiam. Gaio, um dos membros da igreja, não se deixou intimidar pelo ditador espiritual e hospedou os missionários. Estes, mais tarde, teriam contado a João a hospitalidade de Gaio.

            Depois de algum tempo, João quis enviar os mesmos missionários outra vez àquela Igreja, e aproveitou para exortar Gaio e continuar no ministério de amor para com eles. João mesmo escreveu uma carta de advertência a Diótrefes, que foi desprezada. Por isso o apóstolo expressou a sua intenção de fazer uma visita pessoal à Igreja e destruir esse tirano eclesiástico.


XXVIII. J U D A S

Autor: Judas               Data:  cerca de 70-80 d.C.
Tema: Batalhar pela Fé.

            Esta epístola objetiva advertir aos crentes nominais que, pelo caráter e conduta imoral deles, ameaçavam destruir a comunhão dos crentes. Para enfatizar o quanto estavam maduros para a ira de Deus, Judas adiciona uma descrição, em doze aspectos, sobre a culpa daqueles crentes nominais (vv. 12-16). Em contraste com a atitude destruidora e mundana dos falsos mestres, os crentes devem demonstrar um amor construtivo e espiritual. Relembrando-se da misericórdia de Cristo para consigo, cumpria-lhes demonstrar misericórdia para com aqueles que estavam engolfados nesses males. Talvez assim alguns fossem salvos (vv. 19-23).
            A bela doxologia dos versículos 24 e 25 é, em especial, apropriada para os que sofrem sob pesada tentação. Em adição ao uso que fez do A.T., Judas exibe conhecimento sobre a tradição judaica corrente (as referências em 9 e 14, ainda que não se encontrem no A.T., se encontram em escritos judaicos daquela época).


XXIX. APOCALIPSE

Autor: João                            Data:  cerca de 90-96 d.C.
Tema: A Consumação do Conflito dos Séculos.

            A chave deste livro se encontra no versículo inicial: “Revelação de Jesus Cristo”. O propósito principal é de revelar a pessoa do Senhor Jesus Cristo, como o Redentor do mundo e destruidor do mal, e apresentar o programa mediante o qual Ele dará prosseguimento à sua Obra.

            Apocalipse começa com cartas enviadas pelo Senhor à sete Igrejas existentes no período apostólico, e que servem de tipos das igrejas de todos os tempos. Nessas cartas, Ele expressa seus louvores e suas críticas, concluindo com uma advertência e uma promessa.

            Começando pelo quarto capítulo, o vidente é transferido para o céu, e contempla coisas que devem “acontecer depois destas cousas” (4.1). Através de uma série de julgamentos, os selos, as trombetas e as taças, a terra é castigada por causa do seu pecado, e o grande dia da ira de Deus é inaugurado. Nenhuma indicação é dada sobre a duração desse processo, embora pareça que será acelerado quando estiver se aproximando do fim.

            Nos capítulos 17 a 20, nos são fornecidas visões detalhadas sobre a consumação desta dispensação. O retorno de Cristo, gloriosamente, em companhia dos exércitos do céu (19.11-21), o estabelecimento do Reino e sua conclusão por ocasião do julgamento final do trono branco (20.1-15), e a criação de um novo mundo (21.1-8), tudo é descrito. A última visão dá prosseguimento à terceira, ao descrever de modo mais completo a natureza da cidade Deus (21.9 a 22.5).

            O livro encerra com uma chamada à devoção.  Cristo retornará, então a santidade e o trabalho são coisas obrigatórias para seu povo. A oração no final do livro deveria expressar o desejo íntimo de todos os crentes: “Amém. Vem Senhor Jesus”  (22.20).

            Myer Pearlman faz a seguinte analogia de Gênesis com Apocalipse:
GÊNESIS
APOCALIPSE
 O Paraíso perdido.
 O Paraíso recuperado.
 A primeira cidade, um fracasso.
 A cidade dos redimidos, um sucesso.
 O princípio da maldição.
 Não haverá mais maldição.
 Matrimônio do primeiro Adão.
 Matrimônio do segundo Adão (Cristo).
 As primeiras lágrimas.
 Enxugadas as lágrimas.
 A entrada de Satanás.
 O julgamento de Satanás.
 A criação antiga.
 A nova criação.
 A comunhão rompida.
 A comunhão restaurada.











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